Mais um ano letivo

006Mais um ano letivo acabou, e pouca coisa mudou em relação a outros anos que passaram, alguns alunos aprovados e outros que possivelmente irão repetir, dependendo das condições sócio econômica da família. Não é de estranhar se as explicações começarem a aparecer devido ao instinto de autodefesa, a culpa é do educador, ou que a educação está sem verba e o ensino sem qualidade, e muitas outras outras desculpas para tentar justificar algum tipo de insucesso.

Nada de estranho nesses comentários se fosse tudo verdade, a realidade é que as verbas para a educação são baixas e precisam passar por um processo de reavaliação urgente, e os nossos educadores se não apresentam resultados com índices mais positivos, esse detalhe está relacionado a falta de uma estrutura que possibilite melhor desempenho, e salários vergonhosos em relação a importância dos educadores na formação de valores profissionais em toda a sociedade.

Isso quase todo mundo já falou, afinal hoje qualquer pessoa tem uma opinião formada e críticas ao sistema é normal, principalmente quando as falhas são tão gritantes quanto na educação, e mais um ano letivo em que precisamos  nos projetar para o próximo ano corrigindo as falhas com as lições que aprendemos no ano em curso.

Sistema, educadores, colégios, creches e faculdades é um relacionamento envolvente entre pais, alunos e mestres, só que estamos esquecendo um grande detalhe: Quem já recebeu o boletim e chamou o filho para conversar? Conversar, não é simplesmente presentear e dar parabéns aos que tiveram êxito, e dar broncas nos que conseguiram a sonhada aprovação

. Quem já fez isso parabéns, quem ainda não fez encontre um tempinho para fazer, não podemos ignorar que somos nós os primeiros educadores e que a nossa participação é de extrema importância para o desenvolvimento de nossos filhos, e os resultados em mais um ano letivo depende muito de nosso apoio e orientação. Em qualquer situação devemos ter uma conversa com decência, evitar comparativos comparativos com filhos de parentes, amigos, ou com os próprios irmãos, esse tipo de conversa poderá iniciar um bloqueio com perdas irreparáveis.

Estamos lidando com jovens em formação,e que possamos ter uma conversa franca, mas fora do estilo morder e assoprar, ou seja, precisamos aprender a ouvir as nossas crianças e jovens, orientando, debatendo e procurando entender o que aconteceu em mais um ano letivo, e o que poderíamos ter feito para que agora estivéssemos comemorando mais um objetivo alcançado.

Mais um ano letivo, e a pergunta é se os atendemos quando eles nos pediram atenção, se lemos os bilhetinhos da agenda, se perguntamos como foi o dia, e se por algum momento cumprimentamos ou agradecemos ao porteiro, o selador, o educador ou a diretora.Ah, não temos acesso e nem tempo para isso, poderá até ser aceitável essa justificativa, mas para os nossos filhos não pode faltar acesso, tempo e orientação, a certeza é que se tivermos uma participação ativa em nosso papel de pais,os educadores nos agradecerão por nossos filhos em suas salas de aula.

Não vamos esquecer que teremos no próximo ano mais um ano letivo, vamos surpreender positivamente os nossos filhos e seus respectivos educadores com ação e participação, e quanto ao sistema e a educação vamos juntos procurar melhorar, já esteve pior, juntos venceremos e acompanharemos mais um ano letivo.

 

Maninho.

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