O prazer de criticar

       O prazer de criticar se transformou em um comportamento viral, e nós na maioria das vezes somos atingidos por esse vírus, e como acontece com as doenças contagiosas, sentimos vergonha de procurar um tratamento, e só quando já está em quadro clínico avançado, é que procuramos a cura.

Nos dias atuais, reclamar tem um destaque maior de que reconhecer, e isso é muito desgastante porque nem sempre as reclamações são fundamentadas no conhecimento da causa, e pior, quem mais reclama é quem menos oferece sugestões que resolvam o problema.

O prazer de criticar parece ter como objetivo justificar os insucessos, duas pessoas conversavam, e uma falou que havia comprado demais no cartão de crédito e possivelmente teria o cartão bloqueado por falta de pagamento. Em seguida começaram a falar sobre política, e a mesma pessoas comentou: Se eu fosse o presidente esse país não estava nessa miséria.

É complicado, uma pessoa não consegue administrar a dívida de um cartão, mas tem a solução para mais de duzentos e seis milhões de pessoas. Isso é só o começo, porque quem sente o prazer de criticar, não enxerga defeitos em si, mas nos outros faz milhões de correções, tem uns que conseguem ver até a alma, e já garantem quem se salva ou não.

Isso é real, cada um de nós tem um pouquinho dessa doença, uns já estão em estado terminal, mas para muitos ainda existe cura desde que estejam dispostos a diminuir o prazer de criticar. Tem um remédio que é fácil de encontrar e não tem contra indicação, o (AUTO CRÍTICA), as vezes tem efeito lento, mas funciona de verdade.

Precisamos de um tratamento imediato, com poucas e raríssimas exceções. Quanto mais cedo for diagnosticado o prazer de criticar, melhor. Assim nós pacientes começaremos a entender que tem muita coisa para corrigir, e estamos apontando para a pessoa errada, e esquecendo que o verbo começa com a primeira pessoa, então vamos conjugar da maneira correta.

Maninho.

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2 comments

  • Gostei muito dessa postagem. .. é uma realidade cada vez mais explícita na nossa convivência social hoje. Se começarmos por nós, temos como reverter um pouco esse quadro.

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