Os Corvos de Odin

      Os corvos de Odin não desapareceram no tempo, mesmo que sejam personagens da mitologia nórdica em um passado distante, Huginn (pensamento) e Muninn (mente), estão entrelaçados de confiança e sabedoria, viajavam em missões especiais e retornavam levando ao seu mestre informações atribuídas ao mundo. 

Odin em reconhecimento tratava os corvos de forma especial e tinha uma enorme preocupação para que eles retornassem em segurança, existia entre ambos um sentimento quase paternal. Talvez nós humanos tenhamos copiado essa preocupação de forma exagerada, isso porque o nosso medo parece maior de que a nossa confiança.

Nos preocupamos com quem amamos, mas se acontecerem imprevistos que ocasionarem demoras, pensamos sempre no pior e esquecemos que temos os nossos guardiões. Precisamos aprender muito com os corvos de Odin, principalmente com a lealdade e o selo mútuo, não importa se a mitologia é uma cultura ancestral, a verdade se faz presente em Huginn e Muninn, com sabedorias, pensamentos e mentes, pensar e mentalizar, eis um fundamento vital para transformar o mundo.

Os corvos de Odin são imortais em suas representatividades, quando Odin morreu e Thor herdou o trono, os dois corvos passaram a instruir o Deus do trovão,  o todo poderoso Thor aprendeu com eles os princípios de resignação e superação, utilizando força e inteligência, sem jamais esquecer a importância dos efeitos do pensamento e a mente.

Se a gente permitisse que os corvos de Odin voassem em nossas direções, entenderíamos o quanto precisamos de ensinamentos, na verdade todas as crenças mostram o porque dos sacrifícios, mas cometemos um erro grosseiro em pensar e agir sem que a mente tenha participação ativa, tornando as nossas ações insensatas e perigosas, fazendo-nos perder a noção entre parecer e ser.

Durante muito anos Huginn e Muninn estiveram nos ombros de Odin, contando o que viram e ouviram pelos quatro cantos da terra. Odin fez seu sacrifício no freixo do mundo, mas seus dois corvos continuam voando e levando mensagens a quem quiser ouvi-las, mas se não existir disposição para colocarmos em prioridade pensamento e mente, dificilmente conseguiremos entendê-las.

Maninho.

 

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